O autocolante da lista B
O JPH fez um link para aqui e o "site meter" começou a avançar a uma velocidade alucinante. Obrigadinho pá, agora fico mesmo obrigado a alimentar o bicho!
O João Pedro recorda tempos passados e uma lista para uma associação de estudantes numa escola de pré-fabricados que já não existe. Chamava-se Belém-Algés. O tal selo, salvo erro, era um par de D. Pedro V de 5 réis, de 1855 - mas atenção, não era totalmente perfeito, não valeria hoje nada de semelhante aos quase quatro mil euros indicados no catálogo!
O lucro da venda do selo - julgo que foram dez contos - foi para fotocópias, tintas, tarjas e outras coisas mais, incluindo copos. O autocolante não foi pago dali. O autocolante era oferecido pela JS. Nesse tempo - não sei se ainda hoje é assim - as juventudes partidárias degladiavam-se pelo número de AE's do secundário que "controlavam" - embora só controlassem de facto a produção de autocolantes.
Fui agora resgatar esses velhos autocolantes a uma caixinha que para aqui está, cheia de "25 de Abril, Sempre!", Reforma Agrária, cooperativas e sindicatos, Eanes e Soares para colar à lapela. A JS tinha nesse ano dois autocolantes-tipo: um muito "bonequinho", com a frase "Vamos fazer melhor" a atravessar um coração, e que foi naturalmente escolhido por nós, dado o eleitorado-alvo.
O outro autocolante era bem mais engraçado - julgo que foi "picado" de uma propaganda de um partido brasileiro. Só encontrei um exemplar mal cortado, mas o original por cima dizia assim: "O meu coração é vermelho e bate à esquerda - vota B" (ou X, ou Y). É claro que era impossível utiliza-lo em Belém-Algés.
A escola ficava, como está bom de ver, do lado certo do Tejo, e a malta, que estava do lado errado do rio porque era de esquerda, tinha que fazer algumas concessões de forma. Estivemos lá quase mas acabámos por perder. Não era possível competir com os concursos de comilões de macarrão promovidos pela direita reaccionária!
O João Pedro recorda tempos passados e uma lista para uma associação de estudantes numa escola de pré-fabricados que já não existe. Chamava-se Belém-Algés. O tal selo, salvo erro, era um par de D. Pedro V de 5 réis, de 1855 - mas atenção, não era totalmente perfeito, não valeria hoje nada de semelhante aos quase quatro mil euros indicados no catálogo!
O lucro da venda do selo - julgo que foram dez contos - foi para fotocópias, tintas, tarjas e outras coisas mais, incluindo copos. O autocolante não foi pago dali. O autocolante era oferecido pela JS. Nesse tempo - não sei se ainda hoje é assim - as juventudes partidárias degladiavam-se pelo número de AE's do secundário que "controlavam" - embora só controlassem de facto a produção de autocolantes.
Fui agora resgatar esses velhos autocolantes a uma caixinha que para aqui está, cheia de "25 de Abril, Sempre!", Reforma Agrária, cooperativas e sindicatos, Eanes e Soares para colar à lapela. A JS tinha nesse ano dois autocolantes-tipo: um muito "bonequinho", com a frase "Vamos fazer melhor" a atravessar um coração, e que foi naturalmente escolhido por nós, dado o eleitorado-alvo.
O outro autocolante era bem mais engraçado - julgo que foi "picado" de uma propaganda de um partido brasileiro. Só encontrei um exemplar mal cortado, mas o original por cima dizia assim: "O meu coração é vermelho e bate à esquerda - vota B" (ou X, ou Y). É claro que era impossível utiliza-lo em Belém-Algés.
A escola ficava, como está bom de ver, do lado certo do Tejo, e a malta, que estava do lado errado do rio porque era de esquerda, tinha que fazer algumas concessões de forma. Estivemos lá quase mas acabámos por perder. Não era possível competir com os concursos de comilões de macarrão promovidos pela direita reaccionária!

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