Das colecções e dos ajuntamentos
Sendo coleccionador de selos e de postais antigos, e ajuntador de muitos e desvairados papéis mais ou menos velhos, caio na categoria de "uma forma especial de doido manso" do Abrupto . Está dito com graça mas é uma visão redutora em que JPP, estando absorto de volta do álbum dos selos, faz como se o olhasse de cima. Ora uma das razões para criar este blog foi precisamente a de verificar que cada vez existe maior interesse pelas colecções dos doidos, ou seja, pela iconografia moderna e contemporânea como suporte ou auxiliar da História. Para perceber que assim é basta ler e ver o Companhia de Moçambique ou as entradas sobre iconografia dos Estudos sobre o Comunismo ou da Guerra Civil de Espanha. É certo que a maioria dos coleccionadores classifica as suas preciosidades segundo critérios que pouco tem que ver com o método do historiador, situação que se torna mais evidente se, em vez de selos, estivermos a falar de caixas de fósforos ou autocolantes. Nalguns casos nem sequer são colecções, são ajuntamentos. Mas têm o imenso mérito de preservar interessante ou importante iconografia que de outra maneira se perderia.
Coloniais - etiqueta de caixa de fósforos, Fosforeira Portuguesa, Espinho, 1932.
Coloniais - etiqueta de caixa de fósforos, Fosforeira Portuguesa, Espinho, 1932.

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